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Pri e André - Como tudo começou

  • PrisCa
  • 5 de jun. de 2018
  • 9 min de leitura


Nem acredito que vou me casar.

Digo isso porque eu sempre soube que somente o verdadeiro amor é o que me faria ter segurança para dizer sim, e, a cada ano que se passava eu me via um pouco mais madura e me questionando: será que eu me casaria com essa pessoa? João 14:18 começou a martelar forte na minha cabeça: “onde há amor não há medo”, então eu sempre pensava, se estou com medo, esse momento ainda não chegou.

Todas as crianças que eu vi crescer estavam casadas e com um filho nos braços, e eu, comprando lacinhos de cabelo e encomendando saias de tule. No fundo eu pensava: todo mundo sempre disse que eu já era uma criança muito madura, portanto, não vou me desesperar em querer parecer uma mulher madura que eu não sou, usando uma roupa séria ao invés de uma saia godê pra eu rodar por aí (nada contra quem gosta de roupas “sérias”, eu também uso muito delas com um toque especial).

Eu tinha muito medo sim. Por detrás das câmeras tenho alma de criança, mas, em muitos momentos talvez eu tenha 60 anos, com alguma experiência depois de ter acompanhado de perto a vida de tanta gente e aprendido com cada uma. Acho que existe momento para tudo, e esperava encontrar alguém que pudesse entender isso e ser as duas coisas comigo, ou se esse alguém fosse muito mais “adulto” que eu, ao menos pudesse compreender que uma garota da minha idade poderia voltar a ter 5 anos se me derem um pacote de jujuba.




COMO TUDO COMEÇOU


Do lado dela:

Há cada 3 anos há uma reorganização entre os líderes da igreja, e, nessas reorganizações cada igreja envia algumas pessoas como representantes (delegados). Eu não sei muito bem qual a missão deles mas, dessa vez foi uma missão um tanto “cupido”.

Minha mãe quase não sai do trabalho (exceto nas férias) então apesar de ter sido votada pela igreja ela pensou em descartar a idéia, mas a patroa dela mesma sugeriu: por que você não vai?

Aproveitando também da oportunidade de respirar novos ares ela decidiu ir. Chegando lá, se não me engano no sábado, ela conheceu a sogra de um amigo nosso que minha mãe ama como filho. Elas bateram um papo de mulheres e na conversa surgiu meu nome de recém solteira (sim amigos, eu tinha terminado um namoro há 3 meses). A Sirlei cupida foi contando logo umas qualidades de um rapaz que estava por ali há alguns minutos antes da minha mãe chegar e do outro lado minha mãe tentando se sair dessa conversa contando que eu tinha terminado um relacionamento recentemente, que não estava a fim de me relacionar tão cedo e que além de tudo eu estava determinada a não namorar rapazes mais novos que eu. Pronto, a cereja do bolo... o tal rapaz é 4 anos mais velho que ela, “vai dar certinho”.

Quando minha mãe chegou em casa me contou o que aconteceu e que tinha dado permissão para que dessem meu número para o tal do André. Torci o nariz mesmo. Primeiro: eu não me permitiria começar um relacionamento tão cedo (em todas as outras vezes houve um intervalo de uns dois anos) então, para quê fazer o rapaz perder tempo, além disso eu sempre me preocupava em partir corações, tinha medo de que a pessoa alimentasse esperanças e no fim se frustrasse. Segundo: eu sempre odiei coisas arranjadas, eu gostava que as coisas fluíssem naturalmente (vi fulano, ele me viu, começamos a conversar), quando as pessoas começavam com o tal de: “você precisa conhecer tal pessoa, vou apresentar vocês”, eu tinha vontade de sair correndo. Acho que eu meio que me traumatizei porque em uma certa época todo rapaz que aparecia as pessoas queriam me casar e começavam a fazer propaganda das minhas “qualidades de boa moça” como se isso bastasse.

Terceiro: pra conseguir meu número a pessoa teria que conversar muito comigo por outras redes sociais até que eu me certificasse que era uma pessoa bacana e me sentisse segura para isso.

Gente, sério mesmo, eu não estava nem um pouco a fim de conhecer alguém, mas, eu fiquei curiosa sim pra saber quem era o tal. Busquei na minha mente todos os Andrés que eu conhecia e sabia que não poderia ser nenhum daqueles. Dei uma busca e não tinha nenhum de Brasília, até porque ele é da Bahia e no perfil dele os dados era de lá.

Ok. Deixei esse assunto pra lá e esqueci.




Do lado dele:

Não sei contar com grande riqueza de detalhes mas, vou descrever o que ele me contou dessa história cômica.

Ele estava morando em Brasília há pouco tempo. Quando a Sirlei sugeriu que ele deveria pegar meu número e conversar comigo ele hesitou. Ele sabia quem eu era, já havia me visto em uma conferência que aconteceu naquele ano quando lançaram um CD da igreja para o qual eu havia escrito 2 músicas, então, apesar de eu não conhecer todos ali, a maioria das pessoas souberam naquele dia ao menos o meu nome, inclusive ele. Na verdade ele juntamente com o conjunto de Brasília foram cantar naquela conferência, e eu apesar de estar sentada em um dos primeiros bancos, não lembro de tê-lo visto hora nenhuma.

Mas, o motivo real de ele ter hesitado é por um fato cômico que eu vou sempre me lembrar, e rir, e contar e zuar com ele. A ex namorada dele tem o mesmo nome que eu e um dos meus sobrenomes, o que o deixou um pouco sem jeito e o fez pensar sobre os comentários que surgiriam por parte daqueles que sabiam esse detalhe. (Eu espero que a moça não se importe por eu contar isso hahaha <3). Hoje em dia eu digo pra ele que Deus já havia revelado com quem ele se casaria, ele só se confundiu um pouquinho pelo caminho, acontece rs

Pelo que me contam a família com a qual ele morava em Brasília insistiu muito com ele e, ao que tudo indica, apenas por esse motivo ele cedeu.




Dia: 16.11.2015 Horário: 13:45


O fatídico dia no qual ele me enviou um ”Olá, boa tarde” que eu responderia duas horas e 37 minutos mais tarde apenas por educação e com uma barreira bem enorme que eu já tinha colocado no meu coração.

Dei uma olhada na foto do perfil... camiseta preta, um óculos escuro de um modelo muito feio, bigode (what?), cabelo liso, liso, liso partido ao meio (sem-or). Pensei: “espero, que seja alguém de bom coração”!!

Começamos a conversar e eu fui dar aquela “stalkeada” no facebook dele. Vi todas as fotos e no fim ele já estava até mais ou menos, dependia muito de cada foto HAHAHA

A nossa conversa fluiu tão leve e despretensiosa que de repente dia após dia lá estava eu respondendo e inventando assunto pra não parar a conversa em um lugar que eu raramente respondo: “Messenger”. Ok, não foram muitos dias de face, ele já tinha meu número, só não quis me assustar de início. Menino sensato!!!



Após muitas e muitas conversas ele me disse que viria para a minha formatura. Não, eu não tinha feito o convite, mas já tinha deixado claro quando seria, Naquele momento eu gelei da cabeça aos pés e comecei a me preocupar. Eu sou bem tímida no primeiro momento e já fiquei pensando com que cara eu iria olhar pra ele, ou como seriam nossas conversar pessoalmente. Depois fiquei apavorada com a idéia de ele me pedir em namoro assim com tão pouco tempo de conversa e tão recente do fim do meu namoro.


Cheguei para a minha mãe e falei: E se ele me pedir em namoro? Ela só virou pra mim e disse: simples, se você não quiser é só dizer não. A partir disso fiquei calculando: Nós conhecemos a pouco tempo, terminei um relacionamento muito perto de hoje, as pessoas vão achar que sou maluca se eu namorar com ele agora...é isso, espero que ele não faça o pedido, mas se fizer vou explicar o porquê de eu não aceitar agora.

Aham, tá.


18 de Fevereiro de 2016.


Não dormi nada na noite anterior de tanta ansiedade. Sem saber ele pegou um ônibus que fazia um trajeto bem maior e acabou chegando mais tarde que o previsto.

Naquele dia estávamos prontos para ir à Mineiros na minha colação, por esse motivo eu já estava me aprontando. Fui à cabeleireira que fez escova no meu cabelo e prendeu ele todo no grampo pra fazer uns cachos maiores. Então pensem. No horário marcado chegamos (meus pais, eu e mais alguns irmãos que iam em outro carro) na rodoviária e lá estava eu, saia jeans, camiseta riscada #PeB cabelo cheio de grampo e óculos escuros. Se ele estava esperando uma garota toda linda e produzida se decepcionou. Já ele desceu com o cabelo todo desordenado e a carinha amassada de tantos cochilos na viagem. Quando ele desceu e veio me cumprimentar pensei: Já era.

Entramos todos no carro e passamos o volante pra ele. Naquele dia sim eu tive literalmente que inventar assunto pra englobá-lo nas conversas. Ainda bem que ele trouxe comida, muita comida boa da Bahia, quando não sabíamos o que conversar comíamos.

Naquele dia fomos nos acostumando um com o outro, mas o tempo de sentar e conversar foi limitado. No outro dia (19) fim de tarde, já em casa, sentadinhos na varanda, ele me pediu em namoro e alguém tem dúvida da minha resposta? Rs No outro dia falamos com os meus pais e demos um pontapé o mais discreto possível na nossa história.



1 - Nossa primeira foto juntos



3 - foto tirada no sábado (20-02) na casa de uns irmãos onde toda a igreja foi almoçar.

3 - a primeira foto que tirei dele. Era sábado e estávamos em frente ao asilo que fomos visitar. (só hoje ele entende que aquilo era um sinal de que ele seria meu modelo pra sempre rsrs)

4 - Março de 2016. Fui para Brasília comemorar o aniversário dele e conhecer a família. Meus sogros vieram da Bahia para passear.

5 - Aniversário no qual eu fui debutante e todo mundo disse que ficamos parecendo "noivinhos".

6 - Nos encontramos em Curitiba em Dezembro de 2016. Um dos melhores passeios que fizemos juntos.

7 - Junho de 2017. Eu estava em Praia Grande SP e queria vê-lo no dia dos namorados. Miraculosamente lá encontrei uma passagem de avião para Brasília uns 40 reais mais cara que a de ônibus e cheguei dentro de 2 horas ao invés de 15.

8 - Setembro de 2017. Meu aniversário, 25 anos. Minha família viajou (40km) até a cidade onde moro pra me fazer uma surpresa. Teve bolo, salgado, e as flores mais lindas e cheirosas dessa vida que ele me deu.

9 - Dezembro de 2017. Casamento da minha prima em São João da Boa Vista - SP.

10 - Dando boas vindas a 2018. Ele já estava morando na cidade dos meus pais. Melhor ano novo!!

11 - Dois anos de namoro. Fiquei o dia todo pensando que ele poderia aparecer por aqui. Ele ama me dar presentes ou o melhor de tudo, ele ama SER presente. Ama me surpreender.

Eu já estava em casa de pijama quando meus pais, ele e uma amiga apareceram lá em casa. Ele de novo viajou os 40 km só pra trazer pizza pra comermos juntos e voltou pra casa logo em seguida.

12- Aniversário dele. Saí do trabalho uma hora antes, peguei o ônibus e fui pra casa somente com a desculpa de passar as últimas horas do dia com ele, mas queríamos trazer um bolinho e comer ali no trabalho. Pensei que não íamos conseguir fazer a surpresa, o mocinho grudou em mim e não saía da frente da loja. Foi um sufoco trazer esse bolo sem que ele percebesse.

13 - Dessas fotos aleatórias que não sei a data, eu trouxe esta porque eu fotografo tudo e ele sempre faz as melhores caretas hahaha Ele já me deixou tirar a barba dele um dia, agora só falta me deixar cortar o cabelo. Será?

Meu parceiro de cozinha. Aqui é assim, ele amassa o pão e eu enrolo.

14 - Ele insiste em me fazer dirigir mas, eu gosto mesmo é de estar/viajar ao lado dele. Mas, aos poucos vou perdendo o medo da BR.

15 - Desde a primeira vez que nos conhecemos (no dia da minha formatura) ele pegou assim na minha mão. Minha mãe tirou essa foto um dia porque ela também acha fofo esse jeito dele. Quando pode, sempre segura minha mão quando estamos no carro <3

16 - Como ele será como marido, não sei, mas de uma coisa eu sei. Ninguém merece um namorado menos companheiro que ele, sem cobranças, ciúmes...uma pessoa que me ampara e me motiva, que falta adivinhar o que eu penso e quero, que não mede esforços pra me fazer feliz. Alguém que sabe discordar sem brigar, que diz o que não gosta sem me ferir, que reconhece quando erra e não tem vergonha de pedir perdão. Deus me deu mais do que eu mereço e estou lutando cada dia por merecê-lo. Que Deus nos conserve sempre unidos em amor. Que Ele nos livre de todo mal, amém!!!





Continua no próximo post.

 
 
 
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